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Para 2021, Log-In pretende investir em serviços de terceirização logística

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A grande novidade da Log-In Logística Intermodal para 2021 é o projeto de terceirização logística, também conhecido como 3PL ou 4PL. De acordo com o diretor de Terminais da empresa, Ilson Hulle, a Log-In vem empenhado esforços nessa área para a aquisição de novos contratos, embora já atue de forma consolidada com a Dow Química nos terminais intermodais em Itajaí (SC) e Guarujá (SP).

O objetivo com esse projeto, segundo Hulle, é tornar a vida do cliente mais fácil ofertando, além de serviços de transportes e movimentação portuária, diversos serviços adicionais como armazenagem, gestão de estoque, carga e descarga de veículos e contêineres, entre outros. Ele afirmou que a ideia é agregar valor à cadeia logística do cliente. “A Log-in também é prestadora de serviços completos para os clientes”, frisou.

Mas sendo o forte da empresa os serviços de cabotagem, a Log-In lançou, no segundo semestre de 2020, uma nova rota ligando o Brasil ao Paraguai. Este é um mercado que segundo o diretor comercial da empresa, Maurício Alvarenga, vem sendo desenvolvido, com foco na captura de cargas atualmente transportadas pelo modal rodoviário.

Outro investimento vem sendo em novas tecnologias. Neste mês foi lançada a plataforma Log-Aí desenvolvida com o objetivo de simplificar a operação logística. Alvarenga explicou que a plataforma foi planejada com contribuições dos clientes, feita para garantir produtividade na gestão completa de todas as cargas operadas pela Log-In.

Hulle também informou que com a concessão renovada do Terminal Portuário de Vila Velha (TVV) até 2048, a empresa já firmou uma série de compromissos para novos investimentos. Nos próximos dois anos, cerca de R$ 120 milhões serão empregados no aumento da capacidade do terminal, incluindo a aquisição de novos equipamentos como, guindastes móveis e reach stackers, utilizados para movimentação de contêineres e carga geral. A empresa também deverá adquirir sistemas para aumento da produtividade dos berços de atracação e do pátio do terminal.

Ele disse que até o final da concessão serão aplicados no terminal aproximadamente R$ 434 milhões para assegurar a manutenção e atualização dos ativos necessários para a realização das atividades portuárias.

Sobre o Projeto de Lei (4199/2021), BR do Mar, que tem como meta a aumentar o crescimento da cabotagem no país, previsto para ser votado até março no Senado Federal, Alvarenga avalia que terá um impacto positivo não apenas para a empresa, mas para o desenvolvimento do setor como um todo.

Ele explicou que o investimento para operar a cabotagem no país é alto visto que exige, além da questão financeira, estrutura de operação (BackOffice), quantidade de escalas, porte, volume de cargas, entre outros fatores que mostram não compensar empresas menores operar no negócio. Mas, por outro lado, ele destacou que há espaço e mercado para outros players menores de cabotagem, de nicho, que não concorrerão com a empresa.

Ele afirmou ainda que da mesma forma que a empresa vê de forma muito positiva medidas que visem reduzir o Capex e Opex para operar navios no Brasil, ele disse que é importante também manter um lastro em navios brasileiros aos estabelecer uma frota para operar na cabotagem no Brasil. Esse lastro, segundo ele, evita que se possa criar um ambiente atrativo para empresas que não tenham um projeto comprometido com o crescimento da cabotagem no país.

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